Diversão garantida para a sessão da tarde
Por Neilania Rodrigues
O que torna um filme bom? Bem, uma combinação de boa
química do elenco, boa história (se não for original que seja pelo menos
divertida e bem contada) e, principalmente, a capacidade de deixar trechos
gravados na memória, podem ser momentos ou falas, sabe aquele pedacinho que
quando você lembra depois ainda consegue sorrir (ah, referências). E por falar
em referências ou easter eggs (ovos
de páscoa) vários estão disponíveis para você neste filme.
Goosebumps é assim. Este filme lançado em 2015 passou
rapidamente por aqui e não fez muito barulho mundialmente (considerando o que é
fazer barulho hoje!). Mas esta engraçada película baseada na obra de R. L.
Stine, que admito não conhecer, tem aquele sabor de sessão da tarde de quando
eu era moleca (hum... enchi os olhos de lágrimas!).
Tia colorida e mãe monocromática. |
A história é simples: Zach Cooper (Dylan Minnette) e sua
mãe Gale (Amy Ryan) mudam-se para a cidade de Madison, Delaware para recomeçar a
vida após a morte de seu pai. Sua tia Lorraine Cooper (Jillian Bell) já mora na
cidade e tem uma loja de roupas (veja o figurino colorido dela). Chegando lá,
Zach conhece a vizinha Hannah (Odeya Rush) por quem fica interessado logo de
cara, mas o jeito esquisito do pai da garota, R. L. Stine (Jack Black), pode
atrapalhar tudo. Em meio a isso ele precisa se adaptar à nova cidade (bem
diferente de Nova Iorque), a escola (onde sua mãe será a vice-diretora),
arranjar novos amigos, tentar conquistar seu interesse amoroso e ainda combater
uma invasão de monstros que saíram de dentro de livros. Ufa! Só isso, vai ser
mole!
R. L Stine, Zach, Champ e Hannah. |
O senhor arrepio: Jack Black está muito bem como R. L.
Stine. Ele é um homem estressado, sempre pronto para fugir de suas próprias criações
e do mundo ao redor. Ele também é a voz do boneco Slep, que no filme é uma
representação assustadora do próprio Stine.
Fugindo do lobisomem do pântano. |
Mocinhos aventureiros: Hannah é uma mocinha digna das
grandes aventuras juvenis, ela é engraçada, destemida, inteligente e que tem
respostas rápidas. Ela quer sair e conhecer o mundo, não tem receio de falar
com o vizinho novo e nem de levá-lo para explorar o lugar. Zach está tentando
conquistar a moça e não se importa de arranjar problemas pra isso, mas não fica
o tempo todo babando em cima dela. O relacionamento vai se desenvolvendo junto
com a correria, o mundo não para por causa deles e isso é bom pois não quebra o
ritmo.
Mocinha descolada!. |
Personagens sem noção: todos tem um pouco disso no filme,
mas Champ (Ryan Lee, que também está no bom Super 8, de 2011) e a tia Lorraine são insuperáveis (embora ele
tenha mais momentos, ela não fica por baixo!). Com eles estão os melhores
momentos do filme. Champ (diminutivo de Champion, é mole?!) e Lorraine são
muito parecidos, nenhum dos dois está interessado em emoções fortes, querem
apenas encontrar um par, que para Champ pode ser qualquer garota.
Melhores momentos: tem vários. Quando Lorraine chega para
encontrar a irmã Gale e Zach, e ela vai falar sobre como o sobrinho está bonito
agora é um dos meus preferidos. Você lembra daquela tia maluca que sua mãe
convida para a sua festa só para te fazer vergonha na frente dos seus amigos,
contando aqueles momentos embaraçosos da infância que você deseja ardentemente
esquecer.
Ou quando Lorraine e Zach estão casa no dia da festa e
ela resolve contar ao sobrinho suas aventuras amorosas. Outro desses é quando
Zach e Champ invadem a casa de Stine para saber o que aconteceu com Hannah. E Champ
explica para Zach como ele é diferente dos outros jovens, pois nasceu com o
benefício do medo. Enfim, poderia citar mais momentos, e até mesmo as falas,
pois há muitas e bastante engraçadas.
Enfim, há muitas boas razões para assistir a este bem amarrado
filme juvenil: aventura, romance, comédia, é escolher seu motivo, fazer a
pipoca e aproveitar!
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