quinta-feira, 1 de maio de 2014

Senna (2010)





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Um documentário sobre o corredor brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna que venceu três campeonatos antes de sua morte em 1994, aos 34 anos.

Senna, Ayrton Senna da Silva. Um dos maiores pilotos de Fórmula 1 do Brasil e do mundo. Hoje completa exatos 20 anos que em uma curva no Grande Prêmio de San Marino, em Imola, Itália, este incrível piloto morria de forma trágica.

Mas não quero falar sobre isso e sim, sobre o fantástico homem que ele foi. Quando eu assistia às corridas de Fórmula 1, eu esperava pelo Ayrton, exatamente por ele. Fui completamente influenciada pelas narrações emocionantes do Galvão Bueno e dos outros também. Todas as corridas em que ele participava, até aquelas em que ele abandonava, eram emocionantes. Eu queria empurrar o carro dele quando estava tão devagar e via que ele iria abandonar a corrida.

Eu estava dentro do carro dele, era assim que eu me sentia. Não vou dizer que todos se sentiam dessa forma, mas eu podia sentir que havia uma grande platéia, fãs e admiradores de Senna.

Ele tinha uma garra, tentar e testar seus limites sem que fosse necessário passar por cima de ninguém. Ele queria e gostava de correr e, sobretudo, ele gostava também de ganhar. Não desistia, tentava. Seu carro, muitas vezes, não dava para terminar a corrida, ou seja, seu carro não o acompanhava. Mas ainda assim ele tentava. Em uma das corridas ele saiu direto para o hospital com dores nos braços, pescoço e ficou alguns dias lá se hidratando. Ele foi um exemplo também fora das pistas. Criou uma fundação com o seu nome, hoje cuidada pela sua irmã. Doou dinheiro a uma instituição quando teve que fazer fisioterapia devido a uma lesão no joelho e viu que muitas pessoas menos abastada que ele precisava de ajuda e, na época, pediu para não divulgarem o seu nome.
Ele corria bem em pistas secas, mas em pistas molhadas (sendo com o pneu certo, é claro) ele era o ás, o TOP GUN!!
Lembro que uma vez perguntaram ao Nelson Piquet, brasileiro e também piloto, se ele não gostava de correr em pista molhada e ele irritadamente respondeu: "não, eu não sou nem pato!".
Eu estava num trabalho numa cidade do interior do Ceará, naquele dia 1º de maio de 1994, quando soube do acidente. Senna chegou a mexer a cabeça numa das cenas mostrada pela televisão, mas era apenas reação da batida. À noite, quando cheguei em casa, não havia mais esperanças. Ayrton Senna morrera na pisa (apesar de não admitirem isso) e não pararam a corrida, deixaram continuar mesmo com o grave acidente.
Uma cena que vi depois de sua morte, foi um Senna pensativo, que olhava o seu carro, Deus sabe o quê ele pensava naquele momento. Mas se forçamos um pouquinho, supondo como ele era, ele provavelmente calculava os riscos, como o carro se desenvolveria naquela pista.
Seu velório foi uma comoção muito grande. Milhares de pessoas vieram de longe e foram prestar as últimas homenagens ao grande esportista que ele foi. 
Seja lá como for, a saudade ficou. Ayrton Senna ainda está em nossas lembranças, como exemplo de que não podemos desistir dos nossos projetos mesmo que o nosso carro não seja tão bom, mesmo que chova ou que faça sol até demais.

2 comentários:

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