terça-feira, 10 de maio de 2016

Motoqueiro Fantasma (2007): Porque não se deve fazer acordos com o diabo







Por Neilania Rodrigues
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Você diria, “ora isso é simples, não se pode fazer acordos com o diabo porque ele é perigoso!”. Sim, perigoso e traiçoeiro e quando você assiste ao filme Motoqueiro Fantasma (hum!), isso fica bem mais claro.

Ui! Bonitão! Matthew Long
Deixa-me clarear mais o meu ponto: era uma vez um rapaz bonito e simpático (Matthew Long), que morava em um trailer de show de acrobacias de motos, que estava apaixonado por uma bela garota e tinha um pai motoqueiro de quem gostava bastante. O que mais o garoto podia querer da vida. Bem, mas vida é complicada e ninguém passa por este plano sem ter experiências e algumas (talvez a maioria), seja bem difícil. A provação começa quando ele descobre que o pai tem câncer terminal. Sabemos que o desespero, assim como uma mente ociosa, é a porta que o diabo precisa. Levado pela dor, ele convoca Mephisto (Peter Fonda) e faz o tal acordo com sangue, mas nesse caso, puxa, o pé-de-bode pegou pesado.

No outro dia, Johnny encontra o pai vendendo saúde, e pensa: certo, agora tudo vai ficar bem. NÃO! O câncer se vai, mas ele assiste o pai falecer num terrível acidente de moto. É claro, que não foi um acidente, afinal o capiroto está lá. Bem, na cabeça do garoto, o acordo foi para o saco, o diabo não cumpriu a parte dele. Mas como, ele fez aquilo que nós fazemos quando ficamos empolgados com alguma oferta incrível, ele não leu o contrato. Ele desejou que o pai não morresse de câncer, ao invés de desejar que ele não morresse, ou qualquer outro pedido que deveria ser super bem elaborado (como uma pergunta dividida em 27 partes), e também não pediu a via dele do contrato. 
Assim, o mundo de Johnny Blaze vai por água abaixo. Ele perde o pai, e como o diabo vai querer cobrar a dívida, acaba por ter que deixar o amor da sua vida, Roxanne, pois, segundo o acordado, depois que fizer 21 anos, o diabo terá acesso à sua alma. O rapaz vai embora para longe só até que se cumpra a mais sacana parte do acordo: ele se transforma no Nicolas Cage. Pausa para a peruca ridícula!
Pois é, complicado, mas fazer o quê? E se você acha que não pode ficar pior do que isso, fique sabendo que nada é tão ruim que não se possa acrescentar mais um pouquinho de desgraça. O roteiro. Hein? Que roteiro? Ah sim, aquela coisa "liguenta" que devia conectar todo mundo de forma interessante. Bem, isso é ruim demais! Mas vamos a ele: um diabo já é ruim sozinho, mas aqui ele tem um filho (Wes Bentley), chamado Coração Negro!, e como quem sai aos seus não degenera, o menino é pior do que o pai e quer usurpar o trono dele.


Coração Negro está na Terra tentando se apossar de milhares de almas que poderiam aumentar o seu poder e assim permitir a concretização de seus planos malignos. Mephisto, (que não consegue botar o garoto na linha sozinho), procura Johnny e oferece sua alma de volta, para isso, ele deve deter o moleque. A partir daí, são só falas ruins e efeitos frágeis. Johnny se torna o Motoqueiro Fantasma e luta com alguns anjos caídos. No outro dia, acorda em um cemitério e conhece o misterioso Coveiro (Sam Elliot). Ele diz a Johnny que o que aconteceu na noite anterior não foi sonho e que as coisas vão piorar.
Quando retorna a cidade, Johnny encontra o amigo morto e descobre que Coração Negro levou Roxanne. Volta para falar como o Coveiro que conta a ele sobre o contrato de San Verguanza, o contrato mais medonho que se pode imaginar, que colocou um monte de almas sebosas juntas, para que o diabo pudesse tê-las. Segundo o Coveiro, o contrato foi escondido pelo antigo Cavaleiro do diabo, um ranger do Texas, que teria feito um acordo com Mephisto no século 19.
Resumo da ópera, todos vão até o vilarejo onde o contrato está. Johnny o encontra, mas é obrigado a entregá-lo ao Coração Negro para salvar Roxanne (Eva Mendes), que absorve todas as almas do contrato e isso faz com que o Motoqueiro possa usar sua Corrente da Penitência e seu olhar para queimar as almas culpadas e liquidar o diabrete. Mephisto aparece e devolve a alma a Johnny e o quer como caçador de recompensas, mas o Motoqueiro permanece com seu poder e consegue repelir o coisa ruim.

E o que mais do filme? Nada! A Eva Mendes só tem a função de ficar bonita dentro daquelas roupas apertadas, o amigo de Johnny não é cômico o suficiente pra gente lamentar a morte dele. Os diabos não são assustadores como deveriam ser, são diabos de botique, tão arrumadinhos que me dão desgosto e o Coveiro, que na verdade era o antigo cavaleiro, não acrescenta muito. E o que dizer de Nicolas Cage, parece que subiu na moto e entrou no filme errado, não era para ele estar em Motoqueiros Selvagens (2007) com John Travolta e companhia? Ele parece se encaixar melhor aqui. 
Nem de longe este filme carrega o espírito do Motoqueiro Fantasma. Na verdade, é tão ruim que nada pode justificar o 2, que nem merece um comentário separado de tão caricato e pobre.

O Motoqueiro Fantasma é um conto gótico de terror. Daqueles que se conta à noite em uma roda de pessoas com uma luz bruxuleante ou como apareceria em uma antiga série de TV chamada O Carona (1983). Aquelas histórias que causam um arrepio pelo corpo e te fazem olhar por sobre o ombro. O Motoqueiro surge após o anoitecer com sua moto envenenada e sua cabeça flamejante para trazer justiça a este mundo e queimar os pecadores. Então, se você estiver na estrada durante a noite e surgir atrás de você uma figura cercada por fogo, tenha certeza de estar com a consciência limpa, pois do contrário, o Motoqueiro veio para buscá-lo!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Caça às Bruxas (2011)



Por Neilania Rodrigues 

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Pensei muito sobre esse artigo antes de começar a escrever. Os motivos nada têm a ver com o gênero (terror?), ou por se tratar de um filme sobre bruxas. Que fique claro, eu adoro filme de terror. O motivo de pensar tanto é porque esse é um filme do Nicolas Cage. Bom, se não ficou claro que não curto muito o referido ator, deixo claro agora: eu não gosto dele, nem dos filmes dele, pelo menos não da maioria. Tudo a ver com roteiros capengas, perucas, eterna cara de sofrimento ou machão com dor de barriga.

          Mas aqui não é o caso. Caça às bruxas é um filme que me diverte muito em sua uma hora e cinquenta e três minutos. Nem vejo o tempo passar. É o motivo? Não é a história superoriginal, nem o mega elenco. Na primeira vez que assisti só conhecia Ron Pealman (Hellboy – 2004), além do Nicolas Cage. Nada disso, o atrativo desse filme é ter uma narrativa sem atropelos e, principalmente, trazer o Nicolas do jeito que ele parece nos filmes, mas que nunca se assume: feio, velho e derrotado.

Ah, a água benta...

O roteiro é de uma simplicidade singela: dois cavaleiros (Cage e Pearlman) que lutaram durante as Cruzadas começam a questionar se esse é mesmo o desejo de Deus após um terrível massacre. Claro, há aquele padre que você (bom, você que não tem a mente tacanha) ia querer ver morto e todas as desafortunadas vítimas do massacre.

         Os dois estão cansados de defender um Deus sangrento e seus nem sempre nobres representantes terrenos. Então, desertam e retornam para casa. Durante o regresso eles entram em contato com a peste negra que está dizimando a população e chegam a uma cidade onde acabam presos por abandonarem seus postos. A punição para tal ato e a morte. Mas, enquanto estão presos, são chamados pelo cardeal local que está morrendo com a peste e lhes faz uma proposta: se eles conduzirem uma garota acusada de bruxaria para ser julgada em um mosteiro, eles serão perdoados.

       É desse ponto em diante que vemos o quanto Behmen (Cage) está desgostoso com a Igreja. Sabendo como funciona o pensamento dos clérigos, “mate todos e deixe que Deus escolha os seus”, ele recusa o serviço, pois sabe que as chances da moça ter um julgamento justo são mínimas. No entanto, depois de ver a jovem ele se compadece e resolve aceitar a incumbência.

      A jornada tem início com tudo para dar errado (claro), afinal o diabo é pernicioso. A caravana é formada pelos dois cavaleiros, mais um cavaleiro de luto, um jovem padre, um ladrão e seguindo-os de perto, um jovem que quer ser iniciado como cavaleiro. A história, um lugar comum. Eles vão seguir um caminho que ninguém conhece direito e o guia é o ladrão. Eles vão atravessar uma floresta conhecida por ser perigosa e ainda tem uma ponte que está se deteriorando no meio, (deu para ver o urubu no ombro dele?).

        De início, parece que o diretor vai jogar um pouco com o fato de a moça ser ou não uma bruxa, estar ou não possuída, mas isso se dilui rápido e fica claro que a moça tem algo de assustador. O que fica implícito é se a garota é conivente ou apenas uma vítima. Enfim, ela joga com os medos de todos e alimenta a necessidade de Behmen de fazer as pazes com sua própria consciência. E esse é o questionamento dele: salvando uma alma pode redimi-lo das atrocidades cometidas no passado?

Feio, velho e derrotado? Never!!!
Como se vê simples e nada pretensioso. O diretor Dominic Sena fez uma narrativa fácil em que você que está acostumado a ver esse tipo de filme e até pode adivinhar o que vai acontecer. Mas o melhor é os dois personagens principais, Behmen, tentando encontrar sua alma, afinal o personagem depende muito daquela cara de dor que o ator sempre sustenta em seus filmes. E Felson, fazendo o tipo bonachão, politicamente incorreto, que se tornou um cruzado para obter o perdão por seus pecados, que eram tantos e tão variados, que se ofereceu logo para 10 anos de serviço.
        A interação dos dois gera algumas boas tiradas, como quando estão na masmorra falando sobre a recusa de Behmen a trabalhar para a Igreja, Felson diz: “você viu a cara do padre quando disse que não ia trabalhar pra eles? Parecia que alguém tinha mijado na água benta.” Ou Behmen contando como uma garota pequena pode derrotar um homem e ficar com seu soldo de um ano e Felson responde: “ah, as coisas que ela fez naquele quarto!”
          Bem, não é um expoente do gênero (nada de terror, mas sim de aventura), mas é um filme divertido, com um bom cuidado de produção, com efeitos razoáveis e que se pagou. Nicolas Cage não está com uma peruca ridícula tentando parecer o “cara”, (sua expressão de dor tem função aqui). Ele é apenas um homem no limite de sua sanidade, lutando pela própria salvação e que tem a sorte de ter um companheiro divertido e leal. Ele consegue suavizar o pior de suas existências, enquanto atravessam um mundo caótico e doente apartados de qualquer esperança.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Batman vs Superman: A origem da justiça (2016)



Por Neilania Rodrigues



"Você sangra? Vai sangrar"



Quão longo precisa ser um filme para contar bem uma história? Antes existia uma grande preocupação por parte de diretores e produtores da sétima arte para que as pessoas não achassem o filme chato, arrastado, difícil de ver no cinema. Recentemente esse não tem sido um problema, alguns filmes, que poderiam ser considerados longos são campões de bilheteria. Produções tão bem articuladas e divertidas, além de interessantes que nem percebemos que estamos ali há muito tempo ou tomamos refrigerante demais até ser quase tarde demais.
Bem, se tamanho não é problema, então, o que tem de errado com este filme? Para mim, ele se repete sem necessidade, o ritmo da história é capenga e o pior, parece que realmente começa depois dos trinta primeiros minutos.

Esse filme trata de origem. Mas pelo que sabemos não seria a origem dos personagens centrais, certo? Mas então porque precisamos ver logo no início toda a tragédia da vida de Bruce Wayne revisitada? Será que ninguém sabe o que aconteceu com ele, como perdeu os pais, como encontrou a caverna, como se convenceu a usar o seu medo contra os bandidos? A trilogia dirigida pelo Christopher Nolan não tem tanto tempo assim. O que é? O Bruce fica mais traumatizado cada vez que a cena aparece na tela?
Assim, você encontra o Super-homem tentando levar uma vida normal e, para a minha felicidade, aquele jeito abobalhado do Clark Kent finalmente foi superado. Ele é inteligente e questionador, embora você não entenda como um repórter de um dos maiores jornais do país possa não conhecer Bruce Wayne. Ele não fica fingindo uma patética submissão e nem gaguejando (graças a Deus!) como acontece em outros filmes. E o Batman? Bem, ele está mais surtado, violento e interessante do que em qualquer outra versão. Mas aí tem aqueles sonhos (que depois precisam ser explicados pelo diretor), e tudo se arrasta ainda mais.
O pior é que a entrada do Lex Luthor não faz o filme ficar mais excitante. “A maior mente criminosa do mundo”, que sempre foi bem caricata nas outras produções, não ficou melhor e nem mais interessante dessa vez. Nos outros filmes, o Lex parecia um trambiqueiro que teve a oportunidade de aplicar o grande golpe. Mas aqui, o cara já é rico, traumatizado com os maus tratos do pai.
Ah, mas esse Lex é irritante, com uma vozinha aguda, batendo palminhas, miando como um gato, ora vacilante, ora meio louco. Sim. Quando ele fala com o Super-homem sabe quem ele parece? O Coringa. Parece que para ter o Batman e o Super-homem no mesmo filme precisa se mesclar os dois maiores inimigos dos dois heróis (affe), não dá pra mim.
Demora uma vida, mas finalmente inicia a luta que dá título ao filme. Você espera a quebradeira, a bagaceira. Afinal, você viu o Batman se preparar para aquele momento. Mas opa! Apesar dos efeitos incríveis, a luta é muito insossa, mesmo os truques do morcego não conseguem sustentar a ação de forma interessante, e o gosto ruim vai aumentando para culminar na luta final, porque o roteiro deixou tudo para o fim e finaliza mal.
Senão fosse a Mulher Maravilha, seria o fim do Batman e da ação no filme. O morcegão sofre, porque de fato, ele não pode fazer nada contra a grande ameaça e o Super-homem está piegas demais, indo de novo para o sacrifício. Você não está cansado de ver o cara morrer ou quase isso em todos os filmes? Eu estou. Não justifica e nem polemiza como o diretor quer. Na verdade, tira o brilho do personagem e enfraquece o mesmo.
O que o filme tem de bom? Além de um Clark remodelado, um Bruce surtado (sim, nunca pensei que diria isso, o Ben Afleck ficou muito bem!). Tem a Mulher Maravilha, ela rouba a ação, (e não ache que gostei da Gal Gadot como a heroína), vai pra cima mesmo e mostra o que está fazendo ali. E também há a Lois Lane, aquela que pra mim sempre foi a pior coisa dos filmes do Super-homem. Ela está mais humana, preocupada com o homem que ama, apesar de toda chorosa, vai atrás de entender o que está havendo, apesar de guardar tudo para ela. Por quê? Não sei, esse é um mistério que nem o diretor pode responder.
Ah, se fosse eu cheirando esse cangote...
Então, Batman vs. Superman é um filme pretensioso, que se arrasta longamente numa trama frágil, onde tudo requer uma longa explicação a ponto de torna-lo cansativo e na maior parte do tempo muito tedioso.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vingadores: A era de Ultron (2015) - Crítica

por Neilania Rodrigues

Contém spoiler

Não concordo com Joss Whedon quando ele disse que “falhou miseravelmente” no segundo filme dos Vingadores. Embora eu, com certeza, teria pelo menos, terminado o filme de maneira diferente.
Vejamos alguns pontos:
Muitos personagens para administrar – contar uma história de maneira interessante e divertida não é fácil, e quando há tantos personagens se torna ainda mais complicado. Não me refiro a uma possível guerra de egos entre os atores que poderiam querer aparecer mais ou menos, mas sim, ao fato de conseguir amarrar todo mundo sem deixar a trama frouxa. Fazer com que cada personagem tenha sua devida importância para que você não tenha a impressão de que tem gente ganhando dinheiro sem se esforçar. Ele faz isso bem, pelo menos na maior parte do filme, principalmente, considerando que mesmo personagens classicamente chatos (bem, no meu tempo de leitora de HQs, o Pietro e a Wanda eram um nojo!), ficarem interessantes e até simpáticos, como ele fez com o beberrão do Tony Stark.
#botamaisuma

No primeiro filme são cinco heróis (Hulk, Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra e Gavião Arqueiro), no segundo, são acrescentados mais três Visão, Mercúrio e a Feiticeira Escarlate (ou os irmãos Maximoff), e ainda insere rapidamente na trama o Falcão e Máquina de Combate (ufa!). Tem mesmo que cronometrar para botar esse povo todo na tela.
A História – bem, temos aqui uma premissa interessante, mas deixa aquele gosto de não entendi. Eu explico: o Thor veio atrás do irmão e claro do Tesseract (será que é assim mesmo que escreve?), mas ir embora sem levar o cetro? Ai meu Deus! Nós entendemos como o danado foi parar nas mãos da Hidra, mas não entendemos o motivo pelo qual Thor não levou aquele troço de volta para Asgard. O perigo que o cetro representava ficou claro, ele usou para dominar todo mundo que trabalhou para ele, além do mais, o Loki não queria se separar dele, “só” por isso já dava para perceber o perigo. Claro que foi uma sacada colocar uma das joias do infinito nele. Isso resolveria dois problemas: o primeiro são os poderes dos gêmeos e o segundo, o fato de a Feiticeira ficar com o Visão, mas ainda assim, fica aquele gostinho de vacilo.   

Os irmãos Maximoff na trama. Eles estão lá, tem os motivos, embora para mim, culpar o Stark por todas as coisas ruins que aconteceram a eles seja um pouco demais. É como culpar os fabricantes de chocolate e os restaurantes fast-food pelo aumento da obesidade, peraí. Eles existem, mas você não é obrigado a comer. É sua opção, mesmo que seja uma opção ruim, vamos admitir. Bem, o Tony construiu as armas, mas não disparou os tiros, então, a gente vê logo que é pura loucura, e no caso da Wanda, é tão evidente que dá medo. Quando ela sorri enquanto o Pietro revoltado assiste o Tony se apossar do cetro, diz tudo sobre o estado mental da moça. Engraçado que o Pietro sempre foi o mais chato dos irmãos nas HQs, mas ela é... (hummm, lelé da cuca!).  
Tá olhando o quê?
 




Então o Joss pegou leve com ele porque ia matar o coitado, affe, não precisava!

#xatiado

Como eu disse, eu teria terminado o filme de maneira diferente. Já que a Wanda estava se sentindo tão culpada, (e não é para menos, o que eles fizeram não foi uma cagada, foi um balde de merda!), ela poderia ter colocado Sokóvia no chão e placidamente morrido nos braços do irmão depois de todo o esforço. Sim, eu gosto mais do Pietro, não vou mentir, mas quem tem conhecimento dos poderes do Mercúrio, achou assim como eu, difícil de engolir aquela morte. Mesmo que você tenha que aceitar que ele ainda estava se adaptando aos poderes dele, porque como disse o Barão da Hidra: “eles ainda não estão prontos”. Pelo amor de Deus! Esse foi um vacilo grande! 
Reação pós-morte do Mercúrio

Ele salvou várias pessoas daquele trem desgovernado e poderia ter feito muito mais! Outro furo. Ficou um gosto ruim! Mas bem, continuando. O Thor e sua visão foi algo legal. Mas onde ele conseguiu aquela roupa quando foi ver o Dr. Selvik? Deixa, estou brincando, isso é preciosismo. É como se perguntar como o Capitão, a Wanda e o Pietro chegaram ao laboratório, já que o Gavião estava com o jato, o Tony e o Bruce em Nova York e ninguém estava “atendendo o telefone”. Bem, como o Mercúrio chegou lá eu sei, e aposto que ele deu uma carona a irmã, já o Capitão... Não sei.
Acabamos conhecendo o maior medo do Stark. Não se enganem, o medo dele não é ver os amigos dele mortos, mas falhar como gênio construtor. Ele acha que pode salvar o mundo e não precisa consultar ninguém a respeito porque é Tony Stark. O “badass” acostumado a fazer as autoridades de besta e gozar com a cara de todo mundo. Por que só na cabeça dele ser um playboy pode ser incluso numa lista de qualidades! Ei, eu gosto do Tony, ok, eu fiz a defesa dele lá atrás, não esqueçam.
O Ultron. Gente, é o melhor do filme! 
"Como era mesmo o nome? Crianças."
Um androide com problemas emocionais é uma sacada legal. Além do que o James Spader, que você pode identificar só pelo movimento da cabeça, quando ele está conversando com os gêmeos na caverna, está muito bom. Ele é parecido com o Tony, mas muito mais louco. Ele é cínico, engraçado e quem não riu na parte em que ele fala: “claro, eu queria mesmo esse tempo para contar o meu plano...”, nunca assistiu a um filme de vilão megalomaníaco, aquele cara que sente necessidade de se explicar. Bem, ele não precisa, pois tem os gêmeos, que ele meio que “adota”. Mas ele também se sente só e está “sofrendo” como disse o Visão. Eita, um androide avaliando a condição psicológica de outro, é muito louco isso! E foi um trecho longo do filme, tão filosófico que eu fiquei tonta. Mas enfim, ele (o Ultron) é pura diversão!
Assim, eu poderia enumerar mais algumas situações, como por exemplo, a do Capitão América. Mas ele é um cara ainda “novo” nesse novo mundo. Não sejamos duros com ele como o Tony foi, acusando-o de não ter um lado sombrio. Acho apenas que ele ainda está procurando o seu lugar. Ele tem sido apenas soldado desde que “voltou à vida” e, talvez, seu lado sombrio esteja no filme Capitão América: Guerra Civil.
Então, vejo esse como um bom filme. Sim, tem falhas, mas não perde a força cada vez que vejo. Apenas me deixa uma forte impressão que, em um universo ali ao lado, as coisas poderiam ser um pouco diferentes e mais bem finalizadas. A propósito, para quem acha que se a Wanda tivesse colocado Sokóvia no chão, tiraria a força desse novo filme, Guerra Civil, se engana. O General Ross estaria mais assustado com alguém que coloca uma rocha com milhões de toneladas no chão, do que com um grupo que destrói. Sim, e você diria: “mas a Feiticeira morreria”. Mas bem, quem é que morre de verdade no universo Marvel?
Vingadores - A era de Ultron

Capitão América Guerra Civil

domingo, 6 de março de 2016

Star Wars - O despertar da força (2015)


Depois de uma década, uma das maiores franquias – talvez a maior (calma fãs de Star Trek) – de todos os tempos, temos um novo filme da saga: Star Wars  – O despertar da Força. Ele é o primeiro da trilogia sequela sobre a família Skywalker, precisamente de Luke (Mark Hamil). O diretor é o J. J. Abrams (Star Trek – 2009 e 2013) trouxe a Força... O espírito dos três primeiros[1] filmes de volta e com ele, fãs que acompanham desde o primeiro, fazendo novos seguidores de todas as idades. Vimos pequenos padawans com seus mestres sendo iniciados na Força (e, é claro, a “Força” da do merchandising estavam com eles). Mas dá para entender o porque de O despertar da Força se tornar a terceira maior bilheteria[2] de todos os tempos ele também teve a maior estreia de todos os tempos, batendo Jurassic Wold (2015) Primeiro, o roteiro de Lawrence Kasdan e J. J. Abrams e tratamento de Michael Arndt fizeram do filme muito divertido de se ver. Você reconhecerá uma série de referências dos outros filmes: um plano que tem ser protegido e entregue à resistência; um robozinho fofo, que bota o R2D2 e o C3P0 no bolso (parece uma jabulani com um capacete, criado a partir de uma sugestão do J. J. Abrams) e ele se torna o guardião do segredo; um piloto corajoso; Han Solo e Leia Organa; Chew; destaca a amizade, a esperança, a lealdade, mas também a traição, o desejo do poder, lado negro da Força.
Os novos personagens são bem desenvolvidos:
Um vilão temperamental, Kylo Ren (Adam Driver), que é tão poderoso, tão mau, tão mau, que... Ah, um sabre de luz para parti-lo ao meio!
Uma sucateira do planeta Jakku chamada Rey, que também é piloto e sabe muito sobre mecânica, mas vive sozinha esperando o retorno de sua família que a deixou naquele planeta. Ela se tornou a heroína dos meus sonhos, quando crescer eu quero ser igual a ela. Sua origem não é revelada, talvez nos próximos filmes saberemos. Ela é corajosa, determinada, muito carismática, leal, bem humorada, não me faltam elogios para a personagem e para a atriz Daisy Ridley que soube transmitir tudo isso.
Ao lado de Finn (John Boyega) um stormtrooper que deserta (por bons motivos) e consegue um aliado, Poe Dameron (Oscar Isaac), um piloto corajoso que precisa levar os planos da nova arma do império para a resistência.



O filme tem um equilíbrio de ação, aventura, comédia e, claro, de drama. Não temos um alívio cômico num só personagem, mas vários momentos engraçados, deixando-o como deve ser, divertido. Tem tantos momentos que para mim não foi possível assistir uma única vez, precisei assistir novamente e acho que este vai um daqueles filmes que não me cansarei de ver. 








[1] Você sabe que primeiro foi filmado a trilogia original: Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977), Star Wars Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980) e o Star War Episódio VI: O Retorno do Jedi (1983), depois a trilogia prequela: Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999), Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones (2002) e Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith (2005); e por fim vem a trilogia sequela: Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força (2015), Star Wars Episódio VIII (2017) e Star Wars Episódio IX (2019). E tem ainda os filmes da antologia Rogue One: A Star Wars Story (2016) e o filme sobre a origem de Hans Solo, mas que ainda não tem nome e nem data de estreia. Fonte: Wikipedia
[2] Segundo site Lista de filmes de maior bilheteria, Star Wars VII já faturou US$ 2.048.977,515, ficando atrás de Titanic (1997) com US$ 2 186 772 302, dados de 05/03/2016, o primeiro lugar é Avatar (2009).

sábado, 5 de março de 2016

DiCaprio.. De tudo!!!

Leonardo DiCaprio em O Regresso (2015)


E finalmente ele ganhou o Oscar, o grande prêmio de cinema estadunidense, pelo filme O Regresso (2015) e tem a direção de Alejandro González Iñárritu (este último nome demorei muito para aprender a pronunciar), que também dirigiu Birdman (2014), Babel (2006)) .

Depois de tantos memes, piadinhas (algumas bem engraçadas mesmo) nas redes sociais, DiCaprio ganhou e houve uma comoção geral, campeão de twiters (mais que a Ellen Degeneres no selfie feito em 2014 ), muita festa parabenizando-o no YouTube e, claro, mais memes... Claro que ele ganhou não por causa das piadas no ano anterior dizendo que "todos ganham, menos o DiCaprio". Ele é talentoso, na maioria dos filmes trabalha com diretores ícones (Steven Spielberg, Martin Scorsese, Ridley Scott, Quentin Tarantino) e com atores tão bons quanto ele (Michael Caine, Tom Hardy, Robert DeNiro, Jack Nicholson... Você conhece a filmografia dele? Titanic (James Cameron, 1997) é o segundo filme mais visto do mundo! E ainda, ele foi indicado ao prêmio da Academia para ator coadjuvante por Gilbert Grape, aprendiz de sonhador (1993). Foi a sua primeira vez, aos 19 anos. Ele tem sim seus altos e baixos, mas quem não tem? Já ganhou três Globos de Ouro, um Bafta, um Screen Actors Guild Awards, um Festival de Berlim, um AACTA Awards e um People's Choice Awards,  mas também já ganhou alguns Razzie (Framboesa de Ouro)... Bem, eu gosto de muitos filmes dele, principalmente, A Origem (2010). Ele me surpreendeu em Prenda-me se for capaz (2002), O Aviador (2004), O homem da máscara de ferro (1998) e A Ilha do Medo (2010). Gostei muito de Diamante de Sangue e Os Infiltrados (ambos de 2006). Em Django Livre (2012) ele está tão bem que até mereceu uma bala por isso! Vale a pena ver os filmes do Leo, já dei as minhas sugestões.
No discurso e com a estatueta na mão, DiCaprio falou do perigo real e imediado da mudança climática, de que temos de apoiar líderes do mundo que falam em nome de grandes coorporações poluentes e parar de adiar decisões que podem salvar o planeta e terminou com: 
"Obrigado a todos por este prêmio incrível desta noite. Não devemos encarar o planeta como algo garantido. Não encaro esta noite como algo garantido."
Parabéns Leo, por seu grande talento e que venham mais filmes e, se possível, mais prêmios.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Quem quer viver para sempre?

Um ser imortal é amaldiçoado ou abençoado? Viver para sempre: vantagem ou desvantagem? Seria este ser são ou insano? Veria a beleza nesse tipo de vida ou como uma desgraça? Ver passar os milênios, os séculos, os anos e um após outro sem poder se apegar a pessoas, seres mortais. Se tiver companhia de seres igualmente, teria alguém com quem sempre conversar ao longo de suas vidas. Mas se não, veria e falaria com pessoas que passarão, para nunca mais voltarem.
Se alguém fosse transformado em imortal ainda na idade média, por exemplo, testemunharia a capacidade que o homem tem tal como criar tecnologias, e confirmar outras: disputa de poder e fazer guerra. Ele poderia ver isso também acompanhado por outro imortal para que a solidão seja menor.
Três filmes tratam de algumas dessas questões.



Deixe-me entrar
Uma garotinha de mais ou menos 12 anos, que não vai à escola, anda à noite sozinha a se alimentar do sangue de transeuntes da madrugada. Ela conhece um garoto praticamente da mesma idade que sofre bullying na escola. Ela precisa de um amigo que a acompanhe e guarde seu segredo. Eles se tornam amigos e ela o protege dos meninos agressores. A imortalidade não é o maior de seus problemas, mas do que ela se alimenta e como o faz. Ela rasga com os dentes o pescoço de suas vítimas, desperdiçando mais do que se alimentando.


Only Lovers Left Alive
Um casal que passou boa parte de suas eternas vidas junto está separado para ter, nem que por um breve momento para eles, privacidade. A depressão instalada no homem abrevia o reencontro do casal. Por um momento, eles têm que dividir sua casa com a irmã mais nova da esposa. O mau comportamento da garota coloca a vida e o segredo do casal em risco. A imortalidade é um problema mais para homem do quê para a mulher que convive bem com as mudanças das tecnologias, por exemplo. Contudo, o imortal acredita os seres humanos não sabem aproveitar avida que tem, não veem a beleza de viver. Eles se alimentam muitas vezes de bolsas de sangue compradas de funcionários de hospitais o que é uma saída interessante para não chamarem a atenção para eles, mas também há um pequeno limite de tempo entre suas refeições ou do contrário se tornarão caçadores implacáveis.


Byzantium
Garota de 16 anos é companheira permanente de sua mãe e ambas vivem em eterna fuga de uma irmandade que acredita ser a própria mão da justiça, ou garra. A longa vida da garota passa a sua eternidade escrevendo a sua história e depois lança as folhas ao vento para que um dia alguém as leia e ela escreve para não se esquecer. Ensinada a não mentir, diferentemente de sua mãe, a garota tem muitos problemas para guardar seu o segredo que ela acredita ser uma maldição. Assim, ela procura pessoas, geralmente idosos, que anseiam pelo anjo da morte. A imortalidade é um problema, pois ela se sente só apesar de estar com a mãe, mas quase nunca consegue estabelecer uma conversa. Quanto ao alimento é feito com qualidade: uma unha afiada, um furo no pulso ou pescoço e, se feito com cuidado, não haverá desperdício do líquido escarlate.

A vida humana passa rápido como um raio, mas talvez não se veja a beleza nela e somente quando a perde ou está na iminência de perdê-la é que se percebe que não se quer se desfazer dela. Viver para sempre tem seus percalços, suas dificuldades. Eles têm que esconder quem são e como se alimentam e aprenderam com o tempo que devem esconder quem são ou serão perseguidos e suas vidas não terão mais sossego. Escolher a identidade ainda é o melhor meio para continuarem a viver e conviver entre os vivos, mesmo que a vida destes passem tão rápido para os mortais e lento, muito lento para os imortais.

Os Vingadores: A Era de Ultron (2015)


Muito bom. Ele já entra com uma sequência de pancadaria. Os vingadores invadem um posto avançado da H.I.D.R.A liderado pelo Barão Wolfgang von Strucker, que tem feito experiências em humanos usando o cetro utilizado por Loki em The Avengers: Os Vingadores. Eles encontram dois dos experimentos de Strucker - Os gêmeos Maximoff: Pietro (Aaron Jonhson), que tem velocidade sobre-humana, e Wanda (Elizabeth Olsen), que pode manipular mentes e lançar rajadas de energia - e tentam capturar Strucker, enquanto Stark consegue recuperar o cetro de Loki. (fonte: Wikipedia).
A continuação do filme de Os Vingadores (2012).  O roteiro e a direção é de Joss Whedon. No elenco: Robert Downey, Jr. (Homem de Ferro), Chris Hemsworth (Thor),  Mark Ruffalo (Hulk), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro) e Chris Evans (Capitão América).


Meryl Streep




Well I really want win this prize, and go to Hollywood. But first, who actor or actress do I have to choose? I have a lot... I think I have to choose Meryl Streep. It is easy. She is perfect, she has talent, she has been nominated for the Academy Award an astonishing 19 times, and has won it three times. She is perfectionist and she has care and prepares a lot before to act. For example, she learned to play violin for Music of the Heart (1999). She practiced six hour a day for eight weeks before to shoot. She practiced singing for Mamma Mia! (2008) – her voice is not so good in this movie – and Into the Woods (2014) – here, she is the best! That’s why she made a lot of greats movies. My favorite Streep’s movie is The Iron Lady (2011) and she interprets Margaret Thatcher the first English prime minister, in 80’s years. Her skills and talents were exhibited again and confirmed in this film. If I have a pleasure to meet her I will say to her never, never stop to work, please. We need her talent, her skills, her voice to anyone learn how to play any role. Because she is dedicated, she wants the role, she take care before and prepares to do it. She should be the mirror that every single actor and actress should imitate.

Fonte image: http://www.imdb.com/name/nm0000658/

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Piaf, um hino ao Amor (2007)



O filme é baseado em fatos, podemos dizer que ele é real como a forma de nos lembrarmos de algo. As lembranças não vêm de forma linear, como uma linha temporal. Elas vêm sobressaltadas e em pedaços. Como qualquer pessoa que vai contar a sua vida. Podemos nos lembrar em um momento somente coisas felizes, mas em outro fazer um compêndio de coisas tristes.
Esse é o fato mostrado no filme. Piaf viveu e amou e este é o seu conselho para todos: amor, para todas as pessoas de qualquer idade.

O filme mostra a infância carente, uma jovem que canta em bares pra viver, uma mulher que ama sua carreira. Nem com todas as dificuldades, Piaf deixou de amar. Destaco as pessoas que viveram ao redor desse ícone da música francesa, que suportaram seu gênio indomável.
Sim, Piaf é um bom filme. Não esqueça as pipocas.